Potencial de uso da madeira de Liquidambar sp. para produção de polpa celulósica e papel

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Thais Pereira Freitas JOSÉ TARCÍSIO DA SILVA OLIVEIRA JOÃO GABRIEL MISSIA DA SILVA Matheus Perdigão de Castro Freitas Pereira Juliana Ceccato Ferreira

Resumo

Apesar do mercado brasileiro de celulose de fibra curta estar restrito ao gênero Eucalyptus, novas espécies podem ser utilizadas para esse fim, desde que apresentem propriedades tecnológicas satisfatórias. O objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades tecnológicas da madeira de Liquidambar sp. e delinear o seu potencial como fonte de fibra alternativa para a produção de polpa celulósica e papel. Foram utilizadas três árvores dessa espécie, com oito anos de idade, de um plantio localizado no município de Guaçuí, Espírito Santo, com espaçamento de 3 × 3 m. Determinou-se a densidade básica, a morfologia das fibras (comprimento, largura, diâmetro do lume e espessura da parede) e vasos (frequência e diâmetro tangencial), os índices de qualidade das fibras e a composição química (extrativos, lignina solúvel, insolúvel e total e holocelulose) da madeira. A densidade básica média foi igual a 0,49 g cm-3, que está dentro da faixa considerada “ótima” à produção de polpa celulósica. Com relação as características anatômicas, destacou-se a presença de fibras classificadas como longas, sendo esta uma vantagem no uso da madeira para produção de celulose, por favorecer a resistência ao rasgo e a dobras do papel. Com exceção do teor de extrativos, que apresentou valores superiores, a composição química foi semelhante àquela encontrada para a madeira de algumas espécies de eucalipto. Estudos deverão ser realizados para avaliar o desempenho da espécie na polpação Kraft, no branqueamento e quanto as propriedades da polpa celulósica e papel.


 

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Como Citar
PEREIRA FREITAS, Thais et al. Potencial de uso da madeira de Liquidambar sp. para produção de polpa celulósica e papel. Revista de Ciências Agrárias/Amazonian Journal of Agricultural and Environmental Sciences, [S.l.], v. 60, n. 4, p. 328-334, abr. 2018. ISSN 2177-8760. Disponível em: <http://periodicos.ufra.edu.br/index.php/ajaes/article/view/2510>. Acesso em: 17 jul. 2018.
Seção
Artigos Científicos